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Na Espanha, na caverna de Fonseca encontraram vestígios de um antigo urso de caverna de 30 mil anos
A recente descoberta de vestígios de um antigo urso da caverna na caverna de Honseca, na Espanha, foi uma descoberta importante para os paleontólogos. Essas pegadas foram deixadas há quase 30 mil anos e agora representam uma evidência única de vida na Península Ibérica na era pré-histórica. A descoberta faz parte do trabalho de exploração da caverna, que já era conhecida por outros achados arqueológicos, mas recentemente recebeu atenção adicional graças à nova descoberta. Em 2021, impressões digitais foram encontradas na caverna e, após exames e pesquisas posteriores, foi determinado que essas pegadas pertencem à espécie Ursichnus europaeus — uma inovação paleontológica para a região. Pela primeira vez na Península Ibérica, este tipo de pegadas foi registrado, o que enriqueceu significativamente o conhecimento da existência de ursos das cavernas nesta parte da Europa. Os pesquisadores encontraram 16 pegadas, compostas de três elementos: impressões digitais da almofada do calcanhar, dedos e garras. Isso permitiu que os cientistas recriassem com precisão a anatomia do urso antigo, com base no qual foram tiradas conclusões sobre seu tamanho e características de movimento. O tamanho médio das patas dianteiras variou de 13 a 14,6 cm, enquanto as patas traseiras atingiram um comprimento de até 15,6 cm e uma largura de 12,5 cm.este tamanho sugere que o animal era de tamanho impressionante, como evidenciado pela escala das impressões. Para uma análise mais detalhada e uma compreensão precisa das características do animal, os paleontólogos criaram modelos tridimensionais de impressões digitais. Isso permitiu obter informações mais precisas sobre a forma e o tamanho das patas, bem como sobre as características do movimento do urso das cavernas. Durante o estudo, os cientistas conseguiram identificar duas tarefas principais: primeiro, determinar se essas pegadas pertencem a um urso da caverna ou se são de um urso marrom e, segundo, avaliar o grau de preservação desses achados.
Depois de analisar os vestígios, ficou claro que eles pertencem ao urso das cavernas Ursus spelaeus, uma espécie que foi extinta há cerca de 12 mil anos. Este animal era geralmente enorme e poderia pesar até 100 quilos, o que coincide com o tamanho das impressões digitais. As pegadas do urso da caverna indicam que ele viveu em uma área que fazia parte de um rico ecossistema que suportava esses grandes predadores. A descoberta ajuda os cientistas a entender melhor não apenas a natureza dos ursos das cavernas, mas também uma visão mais ampla do ecossistema Paleolítico. A caverna de Honsek continua a atrair a atenção dos pesquisadores, e é possível que futuras escavações tragam descobertas novas e ainda mais impressionantes que ajudarão a recriar os estilos de vida dos animais e dos seres humanos da época.
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